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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Em Perspectiva : Entenda melhor o conceito de Perspectiva linear II

Na ultima postagem sobre perspectiva linear, você viu como ela surgiu e suas características. Agora que tal você colocar em pratica? Vou emprestar um quadro meu para que você possa entender melhor. Antes de continuar lendo, observe bem a tela Trilhos. A mais simples e mais usada regra de perspectiva é o ponto de fuga. Para usar o ponto de fuga, você primeiramente deve estabelecer a linha do horizonte. Uma vez feita a linha do horizonte ela servirá para estabelecer o nível de visão do observador.

É no ponto de fuga que as linhas fugantes se encontram para criar a ilusão de profundidade. Estas linhas são usualmente em diagonal. Pense na linha do trem que parece se encontrar em algum lugar na distancia e que os trilhos são essas linhas convergentes.Outras linhas encontradas na perspectiva linear são as linhas transversas. Essas linhas podem ser horizontais e verticais. Se você pensar na estrada de ferro novamente, as linhas que definem o dormente (a parte de madeira horizontal) dos trilhos são linhas horizontais transversas. Os postes ao longo da ferrovia são as linhas verticais transversas. 




Em Perspectiva : Entenda melhor o conceito de Perspectiva linear.

O uso da perspectiva linear data de antes de 1413, quando os arquitetos da Renascença Italiana e o artista Filippo Brunelleschi intentaram um tipo de barraca para apresentação de shows de teatro ambulantes e para teatro de marionetes. Em uma destas apresentações o publico olhava por um pequeno orifício de observação a pintura da Florence Cathedral Baptistery. A tela Trinity (abaixo), do artista renascentista Masaccio (apelidado de Tommaso Cassai), foi a primeira a ilustrar os princípios da perspectiva linear, e esses princípios seguem ate os dias de hoje.
Perspectiva linear é o método que representa as três dimensões de espaço em uma superfície plana. É um sistema geométrico que cria a ilusão de profundidade. Masaccio, em Trinity, criou a ilusão de uma extensa área em forma cilíndrica e a teto parece recuar no espaço – Como se a superfície bi- dimensional da tela tivesse realmente uma entrada para outra sala.
Sabendo-se que as linhas paralelas sempre se encontram no horizonte, a perspectiva imita a profundidade na pintura. Claro que, linhas paralelas realmente não se encontram, mas parecem se encontrar, e parecendo se encontrar elas fazem com que nossa mente tenha a idéia de distancia. Fique no final de uma sala e olhe para o outro lado, note como as linhas paralelas, onde as paredes se juntam ao piso e ao teto, parecem convergir. Como as linhas paralelas na vida real parecem convergir assim terá que ser na pintura.